Postada na categoria Agronegócios - em 29-03-2010
Produtores de Mato Gross
o vão produzir um milhão a mais de toneladas de milho na safra atual que começa a ser colhida em maio. A oferta total deve registrar 10 milhões de toneladas na safra com a produção e o estoque em armazéns, segundo as projeções de fevereiro da Associação de Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O cenário de milho colocado a céu aberto próximo à rodovia BR-163 em propriedades como nos anos anteriores pode se repetir, avisam produtores. A saída é o escoamento da safra simultaneamente à sua colheita via instrumentos públicos para não deixá-lo armazenado em fazendas ou em locais credenciados pelo governo.
O levantamento do quadro de oferta e demanda da Aprosoja mostra que o estoque inicial da safra agrícola atual e a produção registra 9 milhões de toneladas. Mas a correção para um cenário alternativo de produção a ser alcançada eleva a cota para os 10 milhões de toneladas. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), há 5,3 milhões de toneladas do milho em estoques públicos em todo o Brasil e a produção é crescente, de acordo com informações da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). Somente em Mato Grosso, informa o superintendente da Conab, Ovídio Costa, há estoque de 2,9 milhões de toneladas. Tudo somado, o preço do milho é pressionado, mesmo diante da expansão de demanda para a avicultura.
O diretor executivo da Aprosoja, Marcelo Duarte, informa que os fatores produção e estoques preocupam os produtores. Esse foi o motivo que fez líderes de 18 pólos de agricultores se debruçarem sobre o assunto na Assembleia do Conselho de Representantes na semana que passou e estudar uma alternativa para a subvenção do milho. “Decidimos preparar um documento e enviar para Brasília ao ministério, onde dizemos que o governo tem que escoar no mínimo 7 milhões de toneladas via Pepro (Prêmio de Escoamento da Produção)”. O total requerido para transportar via incentivo governamental é o mesmo do ano passado.
Para Marcelo, a forma de comercialização por meio do instrumento facilita a retirada do milho do Estado e dá folga para entrada de mais produto que será colhido. “As Aquisições do Governo Federal (AGF) e o Contrato de Opção são ferramentas importantes, mas o produto é comprado e deixado aqui. Só retarda o problema”. As duas ações provocam a estocagem, pois o milho fica guardado aqui e não é distribuído para o consumo. Ele informa que o governo federal nunca quis sinalizar o que fazer quando se inicia cada segunda safra de milho, como é no caso de Mato Grosso. Marcelo diz que a falta de logística impacta bem mais no grão do que na soja, pois atualmente o preço do produto está em torno de R$ 6,00 a R$ 7,00 a saca no Estado.
De toda a produção de Mato Grosso, de cerca de 9,20 milhões de toneladas que pode ser alcançada, segundo a Aprosoja, cerca de 2,20 milhões serão utilizadas no consumo interno. A diferença precisa ser escoada para fora do Estado. Na safra 2008/2009, os produtores de milho de Mato Grosso produziram 8,5 milhões de toneladas. A exportação registrou 5 milhões de toneladas. Outro indicador que ainda preocupa o setor, de acordo com estimativa da Aprosoja, é o fato de as exportações previstas para este ano atingirem 4,5 milhões de toneladas, ou queda de 10% comparado ao ano passado.
Soluções – O superintendente da Conab no Estado alertou que brevemente os produtores serão aliviados com a tensão da colheita de milho que se aproxima e a falta de saídas para estimular a comercialização e consequente consumo. Sobre eventual leilão e outros mecanismos, ele acredita que “nos 10 primeiros dias de abril deve ser definido”.
Ovídio diz que técnicos da companhia estatal e da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do ministério também estão concentrados em análises para encontrar solução para o problema. “A Conab e a SPA estão ultimando estudos que vão definir os instrumentos a serem utilizados no Estado tanto para o milho de segunda safra, quanto para os estoques governamentais”.Quanto ao milho a céu aberto, o superintendente reforça que “o problema de fato existe”. Mas que “há um trabalho da Conab para a evolução da capacidade estática de grãos do Estado, que é praticamente igual à produção”.
A assessoria da secretaria do Ministério da Agricultura informou que o governo federal não tem nada definido a respeito de subvenção ou prática para comercializar o milho e auxiliar no esvaziamento dos estoques. Uma decisão nesse sentido deve vir de uma portaria interministerial para abrir a comercialização, assinadas pelos ministros da Agricultura, Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão. A porta-voz explicou que um informe de leilão que corre no mercado e está programado para a primeira quinzena de abril é da safra passada. Ela reforçou que as regras de comercialização atual para o milho estão centrada só no AGF.
Há 10 dias, o coordenador de Cereais e Culturas do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese, informou que o governo já tem uma linha de raciocínio de realizar leilões de Pepro e de Prêmio para Escoamento de Produto (Pep), durante o 2º Fórum Nacional do Milho, realizado no Estado do Paraná. Segundo suas informações, haverá recursos para 15 milhões de toneladas, mas sem aumento de recursos oficiais. Em 2009, foi utilizado cerca de R$ 1 bilhão para 10,6 milhões de toneladas. Ainda de acordo com o coordenador, os leilões do governo beneficiarão os Estados do Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. Ele diz que o valor para os leilões será de R$ 17,48 a saca.
Indústria – O presidente em exercício da Federação da Indústria no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, diz que a preço baixo do milho no Estado acaba por favorecer a industrialização e fazer a transformação da proteína vegetal em proteína animal, com a utilização do milho como alimentação de suínos e frangos. “A saca de milho em Lucas do Rio Verde está em torno de R$ 7,50. Então, você vai investir em aumento da produção”. Ele cita um movimento que esse preço baixo da matéria-prima provoca nas vendas externas. Por exemplo, no primeiro bimestre deste ano, Mato Grosso exportou 26 mil toneladas de carne bovina. Já em aves, no mesmo período, a quantidade para o mercado externo atingiu 22 mil toneladas. “Antes de 5 anos, vamos ser o maior produtor de aves do Brasil. Novos frigoríficos estão chegando”.
Por: Jonas da Silva
Fonte: A Gazeta
Postada na categoria Agronegócios, Mato Grosso - em 20-03-2010
De acordo com números do Im
ea, o milho safrinha terá área 8% acima do registrado no ciclo anterior, cobrindo 1,81 milhão de hectares. A produção atingirá 8,24 milhões de toneladas, mas o volume projetado deverá ficar 3,1% abaixo da safra anterior, devido à quebra de produtividade. Maior parte da cultura está concentrada na região médio norte, onde se localiza o município de Lucas do Rio Verde (360 quilômetros de Cuiabá. A região responde por 47,7% da área estadual destinada ao grão, ou, 853 mil hectares. Em seguida, com participação de 24,80% está a região sudeste, que deve cultivar 418 mil hectares.
De acordo com levantamento divulgado no final do passado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os recursos para apoiar a comercialização em 2009 ultrapassam R$ 4 bilhões de reais, valor recorde desde 1990, quando foi criada uma série de instrumentos de equalização de preços. No acumulado de 2003 a 2009, o milho foi a cultura que mais recebeu apoio, foram aplicados pouco mais de R$ 4 milhões para comercialização de 30 milhões de toneladas. Em 2009, o grão também foi o mais beneficiado contabilizando apoio de R$ 1,5 milhão para 10,54 milhões t.
Em segundo está o algodão que nos últimos sete anos recebeu R$ 2 milhões em apoio para a comercialização de 3,5 milhões t. Em 2009, os prêmios de subvenção somaram R$ 550 mil para 792 mil t. A soja vem em terceiro entre as subvenções, com R$ 1,29 milhão para 17,32 milhões t, volume que equivale a uma safra da oleaginosa em Mato Grosso. (Colaborou Marianna Peres)
Fonte: Diário de Cuiabá
Postada na categoria Agronegócios - em 03-11-2009
Da Assessoria
Foto: Reprodução
Foi lançada oficialmente a segunda etapa de vacinação contra febre aftosa em Mato Grosso. A meta é vacinar 26.021.367 de cabeças de gado no período de 1 a 30 de novembro no estado de Mato Grosso de forma espontânea. “Todos os anos deve vacinado todo o rebanho bovino mato-grossense, pois a vacinação é obrigatória. O índice da vacinação espontânea já chegou a 99,72% do rebanho, na última etapa, realizada no mês de maio e a Acrimat está fazendo um trabalho de corpo a corpo com os pecuaristas para que 100% vacinem seu gado nesses próximos 30 dias espontaneamente”, disse o diretor da Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat, Júlio Ferraz Rocha.
O presidente do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária), Décio Coutinho, disse durante o lançamento realizado na sede da Federação da Agricultura de Mato Grosso que estão cadastradas 102 mil propriedades rurais de criação de gado e 600 estabelecimentos comerciais autorizados “para a venda das 30 milhões de doses solicitadas e já distribuídas em todo o estado, liberadas para compra e venda desde o dia 23 de outubro”. Coutinho ressaltou que “o pecuarista de Mato Grosso é muito consciente e que a responsabilidade é do setor privado (produto) em vacinar e a do estado em intervir nas propriedades que não realizarem a vacinação”. O governo, através do Indea, investe em cada etapa de vacinação, R$ 1,2 milhão. Com esse recurso é feito o acompanhamento da vacinação em 2% das propriedades rurais escolhidas por sorteio e depois da vacinação, a fiscalização e acompanhamento da vacinação, nas propriedades que não efetuaram a vacina de forma espontânea.
O diretor da Acrimat Júlio Ferraz lembrou que “os pecuaristas vão investir R$ 31,4 milhões só na compra das vacinas e eles têm consciência da importância de vacinar seu plantel”. Acrescentou que o mercado exige cada vez mais do produtor, não só um gado livre da febre aftosa, como também a produção de forma sustentável e sem agressão ao meio ambiente. “Hoje o produtor rural enfrenta uma série de desafios para continuar nesse setor e para chegar principalmente ao mercado externo, e ele sabe que uma área livre de aftosa, como temos há mais de 13 anos, tem um peso muito grande na hora de vender seu gado”, disse o diretor da Acrimat.
O pecuarista que não vacinar seu gado vai pagar uma multa de R$ 71,98 por animal não vacinado, o que equivale a 2,25 UPF (Unidade Padrão de Financiamento). O comunicado de vacina deverá ser feito até o dia 10 de dezembro nos escritórios do Indea, exceto as propriedades localizadas no Baixo Pantanal Mato-grossense, onde o período da comunicação se estenderá até dia 15 de dezembro.
Mato Grosso, a partir deste ano, passou a ter apenas duas etapas de vacinação contra a febre aftosa, uma em maio para animais de 0 a 24 meses e outra em novembro para animais de todas as faixas. Somente 80 mil dos 26 milhões de cabeças de bovinos no estado, presentes ao longo da área de fronteira com a Bolívia, continuam com três etapas de vacinação, realizada em fevereiro. A área é considerada de instabilidade e vulnerabilidade sanitária para o gado brasileiro.
Postada na categoria Agronegócios - em 05-06-2009
Nesta sexta-feira (05)
e sábado (06) o deputado estadual Mauro Savi (PR) acompanha o governador Blairo Maggi (PR) em viagem ao interior do Estado. Na sexta-feira a comitiva decola às 09h20 para o município de Nortelãndia, onde participa do Dia de Campo da Famato. Já no sábado, o compromisso é na abertura da XXV Exponop a partir das 19h30.
Em Nortelândia, município localizado a 255 km da Capital, na região Centro Sul do Estado, as autoridades participam do Dia de Campo “Integração Lavoura-Pecuária” e de um almoço. Em seguida, às 14h, retornam para Cuiabá.
No sábado a decolagem para Sinop está prevista para às 18h. Depois da abertura da XXV Exponop, que será realizada no Parque de Exposição da Acrinorte, a comitiva retorna para Cuiabá. A decolagem está prevista para às 21h30.
Postada na categoria Agronegócios - em 04-06-2009
Com uma colaboração fundamental do clima, os agricultores mato-grossenses iniciam a colheita dos primeiros talhões do milho de segunda safra (safrinha), revertendo as expectativas de que o aperto de crédito e a consequente redução no uso de tecnologia provocariam uma retração considerável na produção. De acordo com o segundo levantamento de safrinha da AgRural, a produção vai ficar em torno de 6,5 milhões de toneladas no Mato Grosso, um acréscimo de 14,4% ante a estimativa anterior, realizada em janeiro. Além disso, a queda de produção em relação à safra passada, na qual se colheu 7 milhões de toneladas, será bem menor do que já se cogitou e deve ficar em 7,2%.
Antes de as lavouras mostrarem o potencial da nova temporada, cogitou-se entre os grandes produtores do Estado, que a quebra de produção chegaria a 50%, resultado de área menor e de uma produção inferior aos números da safra anterior.
Na propriedade de Marinês Christofoletti, de Diamantino (201 quilômetros ao norte de Cuiabá), a colheita dos 5,1 mil hectares plantados começou há 10 dias e a média de produtividade do cereal retirado é de 100 sacas por hectare. “Esses primeiros talhões são do ciclo precoce e têm melhor produtividade porque recebem mais chuva”, disse o técnico Lindomar da Silva. Até agora, 5% da área de Marinês foram colhidas e a expectativa é de que a produtividade fique em 70 sacas por hectare.