Postada na categoria Internacional - em 02-09-2010
Da France Presse
Foto: Barcroft

Ardi Rizal, o menino indonésio de 2 anos que, segundo sua família, fumava cerca de 40 cigarros por dia conseguiu parar de fumar, após um intenso tratamento médico, informou o centro pediátrico em que ele era tratado nesta quinta-feira (2).
Ardi Rizal chocou o mundo quando um vídeo em que aparecia fumando cigarros foi publicado na internet em maio e chamou a atenção para as falhas do país asiático em regular a indústria do tabaco.
“Ele deixou de fumar e o mais importnate é que não pede mais cigarros”, disse o secretário-geral da Comissão Nacional de Proteção à Infância do país, Arist Merkeda Sirait.
Seis meses depois de seu pai lhe dar o primeiro cigarro, o garoto, acima do peso, estava fumando dois maços por dia e reagia com violência quando o vício não era satisfeito.
Acompanhado pela mãe, Ardil deixou a pequena vila em que vivia na ilha de Sumatra para se submeter ao tratamento na capital.
“Ele recebeu tratamento psicológico por um mês, tempo no qual os terapeutas o mantinham ocupado em atividades e o encorajavam a brincar com outros garotos da mesma idade”, disse Sirait. “Nós trocamos o passatempo dele de fumar por brincar.”
Em junho, a comissão já havia informado que a terapia havia feito Ardi baixar o consumo de 40 para 15 cigarros diários.
O caso de Ardi chamou a atenção para os perigos das agressivas campanhas de marketing da indústria do tabaco voltada a mulheres e jovens em países em desenvolvimento como a Indonésia, onde a fiscalização é fraca e muitas pessoas desconhecem os males do cigarro.
O consumo de cigarro no arquipélago no sudeste da Ásia atingiu cerca de 47% da população nos anos 1990, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Postada na categoria Internacional - em 20-08-2010
A Miss Brasil Débora Lyra, de 20 anos, exibiu boa forma no desfile de biquíni das 83 candidatas que concorrem ao título de Miss Universo 2010. O desfile aconteceu durante o evento “Presentation Show”, uma espécie de prévia da final do concurso que será realizada na segunda-feira (23), em Las Vegas. No palco do auditório do Mandalay Bay Event Center, Débora procurou cativar os jurados que vão escolher as 20 semifinalistas do concurso.
No início do evento, a brasileira desfilou com um vestido longo azul com detalhes em prata durante a apresentação das candidatas em trajes de gala. As misses também já se apresentaram em trajes típicos, com fantasias representando a cultura dos seus países.
Estas etapas prévias servem para os jurados definirem quem vai continuar na disputa pela coroa.
Débora Lyra foi eleita Miss Brasil em maio como representante de Minas Gerais. Ela nasceu em Vila Velha, no Espírito Santo, e foi há dois anos para Divinópolis (MG) para ser preparada para ganhar o concurso de beleza nacional.

A beleza das candidatas (Foto: Reuters)

Mesmo modelo de biquíni foi usado pelas candidatas (Foto: Reuters)

Misses mostram boa forma para a final do concurso (Foto: Reuters e AP)

Desfile de biquíni encantou os jurados (Foto: AP)

Candidatas ao Miss Universo 2010 posam para fotos em Las Vegas (Foto: AP)
Fonte: Do G1
Postada na categoria Internacional - em 11-08-2010
G1
O ator e criador do Chaves, Robert
o Gómez Bolaños, mantém uma atitude positiva sobre sua vida e as doenças, mas ele confessou, em entrevista ao jornal chileno La Tercera, que anda pensando muito na morte.
Aos seus 81 anos, o eterno intérprete do seriado Chaves comentou que embora pense muito nisso, a morte não tira seu sono.
“A morte não me preocupa, só me dá curiosidade. Ela vai chegar a todos nós, e por isso eu penso nela diariamente. É uma incógnita, ou seja, o que vai nos acontecer depois? Me causa angústia, mas não muita. Acho que não acontece nada de terrível”, argumentou.
Bolaños afirmou ainda que o que lhe preocupa é o que acontecerá com seus filhos e sua mulher Florinda Meza (dona Florinda), quando ele partir. “Só espero que eles continuem vivendo bem, porque já não serei responsável do que aconteça com eles depois da minha morte”, explicou.
O ator comentou que sofre alguns problemas que chegam com a velhice. Está surdo do ouvido direito e apenas começou a andar um pouco, depois de um problema cerebral que sofreu ano passado.
“Antes não podia me levantar, nem caminhar. Todos os meus problemas são físicos, mas não são fortes nem mortais”, disse Roberto Gómez. Tenho a confiança de que posso viver uns cinco ou seis anos mais. Aí eu me despeço da minha grande paixão, o futebol”, comentou, já que está escrevendo um livro sobre o tema, chamado Adiós Amigo.
Postada na categoria Internacional - em 05-07-2010
Pesquisadores de várias partes do mundo estão investindo em estratégias diferentes para “consertar” o cérebro das pessoas dependentes de cocaína e tentar conter o vício da droga, que cresce a cada ano e já atinge quase 1 milhão de pessoas só no Brasil. Hoje, as tentativas incluem remédios, estimulações magnéticas na cabeça e até uma vacina.
O vício em cocaína, assim como por outras drogas, danifica o cérebro. Por causa dessas alterações, a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera essa dependência como uma doença de caráter crônico, com várias complicações. Trata-se de uma enfermidade determinada por vários fatores, segundo o psiquiatra Philip Ribeiro, do IPq da USP (Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo).
Por isso, a terapia exige uma equipe com profissionais de várias especialidades e não se restringe aos limites do hospital.
- O tratamento é mais complexo. Usamos medicamentos, internações, apoio à família, reinserção social.
No entanto, segundo Ribeiro, os métodos atuais não estão surtindo efeito, o que justifica o aumento do número de usuários e das pesquisas que testam novos tratamentos. Para ele, a cura fica ainda mais difícil com a falta de uma medicação específica e o preconceito.
- O vício não consegue ser visto como uma doença. Muitas famílias são preconceituosas e acham que é um problema de caráter.
Estimulação magnética transcraniana
Para impedir que os usuários continuem danificando seus cérebros, cientistas de todo o mundo estão desenvolvendo pesquisas que vão desde vacinas até a estimulação magnética cerebral. No Brasil, o IPQ testa um novo tratamento por estimulação magnética. Esse método consiste na criação de um campo magnético em uma única região do cérebro, o córtex dorsolateral, que é relacionado ao controle e à expressão
De acordo com Ribeiro, coordenador do estudo, ao estimular essa região, os pesquisadores esperam modificar outras áreas do cérebro que são afetadas pela cocaína.
- A cocaína faz o cérebro funcionar em outra vibração. Com a estimulação, o objetivo é fazer o cérebro funcionar mais próximo do normal.
Para avaliar se o método é eficaz ou não, a pesquisa utiliza como parâmetro a fissura, que é a vontade incontrolável que o usuário tem de sentir os efeitos da droga.
- A fissura tem a ver com esse cérebro modificado. Com a estimulação, o que se quer é reverter essas alterações.
Em outras palavras, os pesquisadores querem consertar o cérebro para reparar os danos causados pela cocaína e, com isso, expulsar a fissura e fazer o usuário não sentir vontade de consumir a cocaína. Por enquanto o projeto está avaliando apenas os viciados na cocaína em pó, que é usada por aspiração (nariz) ou injetada. As outras maneiras de processar a cocaína, na forma do crack e da merla, causam muito mais danos ao cérebro e, por isso, serão estudados em uma etapa seguinte.
No próximo mês de agosto, o pesquisador da USP vai apresentar os dados preliminares do estudo durante um congresso internacional de estimulação magnética que será realizado no Brasil. Desde o início, a pesquisa já recebeu “centenas de voluntários” para serem testados. Mas, após uma rigorosa triagem, apenas 17 pessoas foram aprovadas para começar a estimulação magnética. Destas, apenas dez concluíram os testes.
Por causa disso, os pesquisadores do IPq estão buscando mais voluntários, porque são necessárias pelo menos 40 pessoas para a conclusão do estudo.
Vacina pode “prender” cocaína no sangue
A pesquisa que causou mais reações, dividindo as opiniões dos cientistas, foi um estudo norte-americano divulgado em outubro do ano passado. Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Yale e da Escola de Medicina Baylor apresentaram uma vacina que impede a ação da cocaína no cérebro. Segundo eles, 38% das pessoas testadas produziram anticorpos (moléculas responsáveis por desencadear a defesa do corpo contra infecções) para a droga.
A vacina, que vem sendo desenvolvida desde 1996, estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos que impedem que a droga deixe a corrente sanguínea, bloqueando, assim, seu efeito no cérebro.
Um dos autores do estudo, Thomas Kosten, da Escola de Medicina de Baylor, em Houston, contou ao R7 que a segunda fase do projeto começa nesta semana nos Estados Unidos, com testes em várias regiões do país.
Mas, ainda que tenha suscitado boas expectativas, a vacina levanta dúvidas entre psiquiatras brasileiros que trabalham diariamente com usuários de drogas.
Para a médica Florence Keer-Corrêa, coordenadora do Programa de Álcool e Drogas da Unesp (Universidade Estadual Paulista), mesmo com essa vacina, o usuário consegue sentir os efeitos da droga. Para isso, ele precisa consumir uma maior quantidade de cocaína, o que pode piorar o problema. Ela diz que “a vacina está longe de ser um bom tratamento”.
Já Marcelo Niel, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e pesquisador do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), diz que os resultados divulgados até agora indicam que a eficácia desse tratamento é baixa. Segundo ele, os riscos da substância para o coração e para o cérebro continuam, mesmo que a pessoa seja vacinada.
Ainda assim, Niel afirma que houve bastante evolução nas pesquisas para o tratamento do problema.
- Temos visto mais resultados positivos. A vacina é uma expectativa, mas acho que é um avanço. Estamos caminhando para isso.
Ribeiro, por outro lado, confia que a vacina será útil para prevenir uma recaída do paciente.
- É uma vacina que leva um tempo para gerar imunidade. Mas ela aumenta o reforço positivo, porque dificulta a ação da substância.
Além da estimulação magnética e da vacina, pesquisadores da Universidade de Kentucky anunciaram em maio que estão desenvolvendo um remédio contra a cocaína. Segundo Chung-Guo Zhan, professor de Ciências Farmacêuticas da universidade, os testes em ratos tiveram resultados positivos.
- Essa medicação poderá ser usada para o tratamento de overdose.
Quando a pesquisa vira um tratamento de verdade?
Apesar dos avanços dos últimos anos, as pesquisas levarão ainda muito tempo até se tornarem um tratamento disponível para os usuários. Kosten diz que a vacina irá enfrentar uma terceira fase de testes antes de passar pelo crivo da FDA (agência que regula o setor de medicamentos e alimentos nos EUA). Somente então é que ela estará disponível para tratamento.
Já o psiquiatra da USP espera concluir o estudo sobre estimulação magnética até a metade de 2011.
- Estamos todos numa corrida para resolver um problema grave, o que pode vir de uma solução brilhante, mas nunca de uma solução isolada.
Ele diz que os próximos cinco anos reservam “grandes novidades”.
- Esse tempo de “alguns anos” é o tempo mínimo para um procedimento estar disponível como tratamento.
Por: Diego Junqueira
Fonte: do R7
Postada na categoria Internacional - em 23-06-2010
Confirmando as expectativas para a próxima sexta-feira, contra Portugal, a seleção brasileira só poderá enfrentar a arquirrival Argentina, agora, na decisão da Copa do Mundo. E a explicação é simples.
Primeira colocada do Grupo B, a equipe de Diego Maradona encaminhou-se nesta terça-feira, depois de despachar a Grécia, para o cruzamento exatamente oposto ao reservado para o time de Dunga caso avance de fato na liderança da chave G. A classificação verde-amarela, no topo, depende apenas de um empate frente aos lusitanos — que também avançarão com esse ponto.
Na última vez em que duelaram em Copas, na italiana Turim (1990), a Argentina derrotou o Brasil por 1 a 0, graças a um gol de Caniggia, aos 35 minutos do segundo tempo. Dunga, então volante, estava em campo. Maradona, responsável por toda a jogada para o atacante, também.
O retrospecto recente, porém, é amplamente favorável aos pentacampeões mundiais. Nos últimos cinco encontros, foram quatro triunfos brasileiros e um empate, incluindo Copa das Confederações, um amistoso, Copa América e eliminatórias sul-americanas. A equipe ganhou até dentro do campo adversário, justo no derradeiro confronto da história (3 a 1), no dia 5 de setembro do ano passado.
Até a finalíssima, sendo líder do grupo, o Brasil ainda pode precisar encarar Espanha (oitavas), Holanda ou Itália (quartas) e Inglaterra ou Alemanha (semi).
Nelson Barros Neto – Folha de S.Paulo
Postada na categoria Internacional - em 07-06-2010
Redação 24 Horas News

Às vésperas da Copa do Mundo de 2010, a CBF levou a seleção brasileira para um dos países recordistas de casos de malária, doença transmitida por picada de mosquito e que exige o repouso absoluto de quem for infectado.
A Tanzânia registra uma média de 14 milhões a 18 milhões de casos por ano. Isso para menos de 50 milhões de habitantes, sendo que quase 94% deles estão em áreas de risco.
Dar Es Salaam, a principal cidade do país e local da partida de hoje, não está livre da doença tropical.
Em média, 100 mil pessoas morrem de malária por ano no território tanzaniano. Para completar o cenário, a partida ainda será realizada em época e horário nada seguros.
A incidência de malária na Tanzânia é maior no período de mais chuva no ano, que acaba neste mês.
Os mosquitos são mais ativos à noite, principalmente após as 22h. O amistoso de hoje vai acabar por volta das 20h locais, e, nas duas horas seguintes, a delegação brasileira vai tomar banho no estádio, antes de se deslocar até o aeroporto, que fica perto de uma imensa favela.
A delegação tem desembarque previsto em Johannesburgo no início da madrugada de amanhã.
Autoridades da Tanzânia e médicos recomendam o uso constante de repelente contra mosquitos.
Também existem pílulas para evitar o contágio, porém, para terem maior eficácia, precisam ser ingeridas 15 dias antes da chegada ao local de risco –a CBF anunciou oficialmente o amistoso desta segunda há menos tempo do que isso.
Postada na categoria Brasil, Internacional, Mato Grosso - em 13-04-2010

Uma comitiva brasileira viaja a Washington (EUA), na quarta-feira, para pedir punição aos pilotos do jato Legacy que se chocou com um avião da Gol em setembro de 2006 na região Norte de Mato Grosso. As 154 pessoas que estavam a bordo do voo Gol 1907, que ia de Manaus a Brasília, morreram. É o segundo maior acidente da história na aviação civil brasileira. Os pilotos do jato já respondem a processos criminais na Justiça brasileira, mas, segundo o deputado Milton Monti (PR-SP), não há qualquer processo em andamento nos Estados Unidos que possa resultar em punição dos pilotos.
Monti, que preside a Comissão de Viação e Transportes, lidera o grupo brasileiro. Além dele, também viajam o deputado Jaime Martins (PR-MG), o perito Roberto Peterka e o advogado Dante D´Aquino. A comitiva deve visitar parlamentares da Câmara dos Representantes, um dos dois órgãos do Congresso estadunidense, além de representantes da Federal Aviation Administration (FAA), instituição governamental responsável pela gestão da aviação civil no país.
O grupo vai entregar às autoridades locais um laudo pericial feito em junho de 2009 que indica que o piloto do Legacy, Joseph Lepore, e o co-piloto, Jan Paul Paladino, cometeram uma série de erros que levaram ao acidente. Milton Monti explica que, entre eles, está o não acionamento do Traffic Collision Avoidance System (TCAS), um sistema de segurança de voo incorporado às aeronaves para evitar colisões.
Segundo o deputado, já houve casos, nos Estados Unidos, de cassação de licença de pilotos que não ligaram esse equipamento. “Não podemos definir qual é a punição mais adequada para esse caso, porque isso seria extrapolar a nossa competência. Contudo, queremos garantir que os pilotos do Legacy sejam responsabilizados dentro dos critérios adotados em casos semelhantes”, afirmou o deputado.
Cooperação parlamentar
Na visita à Câmara dos Representantes, a comitiva brasileira deverá se reunir com deputados da Comissão de Transporte e Infraestrutura e do Subcomitê de Aviação. A ideia, segundo Milton Monti, é solicitar aos parlamentares que cobrem dos órgãos competentes a responsabilização dos pilotos do jato Legacy. “Se um assunto como esse viesse a ser colocado para a Câmara dos Deputados no Brasil, eu tenho certeza de que nós ajudaríamos a cobrar punições adequadas. Da mesma forma, esperamos que os parlamentares dos Estados Unidos colaborem para haver justiça no caso”, argumentou Monti.
Acidente
Em 29 de setembro de 2006, o boeing se chocou no ar com um jato executivo Embraer Legacy. O voo regular seguia a rota Manaus-Brasília, enquanto o jato ia de São José dos Campos (SP) à capital amazônica. O impacto ocorreu no norte de Mato Grosso, a cerca de 11 quilômetros de altitude. O Legacy fez um pouso de emergência em uma base da Força Aérea Brasileira (FAB) no Pará. Já o avião da Gol caiu na floresta no município de Peixoto de Azevedo.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu, em 2008, um relatório que apontou causas do acidente. Entre elas, estão falhas nos procedimentos de voo dos pilotos do Legacy e erros dos controles de tráfego aéreo de São José dos Campos, Brasília e Manaus.
Joseph Lepore e Jan Paul Paladino respondem a dois processos no Brasil. No mais antigo, em que foram acusados de negligência e falha de comunicação, eles chegaram a ser absolvidos. Porém, o Ministério Público Federal recorreu da decisão ao Tribunal Regional Federal e o processo voltou para a primeira instância. Já o segundo processo trata de outros possíveis erros dos pilotos, como o não acionamento do TCAS. Os dois processos tramitam na Justiça Federal em Sinop.
Só Notícias