No ano em que c
ompletamos 30 anos de fundação podemos afirmar que o PT em Mato Grosso comemora o êxito eleitoral colhido nas eleições em que disputou, uma senadora, um deputado federal, dois deputados estaduais. E nas eleições de 2008, o PT de MT, presidido pelo companheiro Carlos Abicalil, em termos proporcionais obteve o segundo melhor desempenho do PT em todo país, superado apenas pelo estado da Bahia, e empatando com o Piauí, ambos governados pelo PT. Elegemos 18 prefeitos, 19 vice-prefeitos (as) e 110 vereadores (as ) em 77 municípios de Mato Grosso.
Infelizmente em Cuiabá esse sucesso não foi possível. É preciso fazer um recorte na direção do partido em Cuiabá. Comandada por um mesmo grupo há mais de 16 anos, a direção municipal não consegue avançar nos processos eleitorais que disputa. Vejamos: as eleições municipais de 2004 com Alexandre César para a prefeitura de Cuiabá, arrisco em afirmar que foi o momento mais importante nesse longo período de hegemonia do mesmo grupo.
Pela primeira vez na história da capital tivemos segundo turno. Podíamos comemorar esse feito certo? Errado. Infelizmente a direção municipal simplesmente tentou com muito empenho e apoio de forças inclusive adversárias ao PT, destruir a liderança de Alexandre Cesar. Felizmente, não conseguiram. Mas é verdade que ainda não desistiram.
Nas eleições municipais de 2007, quando o companheiro Carlos Abicalil despontava como opção para a eventual disputa na capital, essa mesma direção majoritária, foi à público para afirmar que filiara o médico Alencar Farina, candidato a vice, pelo PL, em 2004, para fazê-lo candidato do PT à prefeitura de Cuiabá, em 2008.
A maioria do diretório da capital, apoiaria Farina para a prefeitura de Cuiabá. Promoveram as prévias internas entre Farina e Portocarrero. Quando eles perceberam o equívoco que cometeram, pois a proposta de candidatura própria foi a vencedora, mas não com Farina, que eles apoiavam, e sim com o companheiro Portocarrero.
O PT, em Cuiabá, corria o risco de sair sozinho na disputa e aí amargar uma terrível derrota.
Diante dessa situação, a maioria da direção municipal, acrescido do grupo do professora Verinha, veio pedir apoio ao nosso grupo, maioria no Estado, liderado pelos companheiros Abicalil e Alexandre César. Não fugimos da raia, não fizemos a política do quanto pior melhor. Assumimos a responsabilidade de direção, nos somamos à maioria de Cuiabá e à maioria dos pré-candidatos a vereador/a da capital, até a instância nacional do PT em favor da aliança: com o PR com Mauro Mendes – prefeito de Cuiabá, com o PMDB, e com o PT: Vera Araújo de Vice-prefeita, tal como articulara a maioria local.
Voltando às eleições 2010, em nosso Estado…
Faço parte de um campo político no PT de MT denominado “Articulação Unidade na Luta” que é alinhado à corrente nacional Construindo um Novo Brasil – CNB. É fato que somos maioria estadual e nacional. Por isso mesmo temos a responsabilidade de conciliar os desafios institucionais e partidários para governar e legislar com o modo petista, mesmo em alianças com outras legendas. É também nossa responsabilidade dar sustentação a um projeto partidário que tenha o caráter nacional como nosso guia.
Nesse sentido, concordamos com o que aponta nossa tese nacional “A continuidade do nosso projeto político em 2010 está vinculada a capacidade de fortalecer um bloco de esquerda e progressista, amparado nos movimentos sociais, intelectuais e todos os setores comprometidos com o projeto de desenvolvimento em curso.
Dependerá também da capacidade de agregar forças políticas de centro, principalmente o PMDB. A construção de palanques estaduais unitários é uma exigência deste objetivo, independente do PT estar na cabeça da chapa. A eleição de uma grande bancada de deputados e senadores também”.
Nossa prioridade no Estado, portanto, deve ser a continuidade do projeto nacional, estabelecendo uma tática eleitoral estadual sem recuar dos espaços conquistados, principalmente em 2002. Nas eleições deste ano a nossa tarefa é a de ampliar nossa bancada estadual e federal, realizando alianças que assegurem a manutenção das coalizões nacional e estadual.
Não apoiaremos nenhuma tática que possa reproduzir o isolamento ou a redução. O PT faz parte da base de sustentação do governo estadual na Assembléia Legislativa e conduz a Secretaria de Estado de Educação e a Secretaria de Estado Extraordinária de Políticas Educacionais. O governo estadual, anteriormente liderado pelo PR trabalha em ampla articulação, sintonia e cooperação com o governo federal, liderado pelo PT, nas mais diversas políticas públicas.
O PT no Estado de Mato Grosso mantém o diálogo com os partidos da base comum nacional e estadual de sustentação de ambos os governos, incluindo-se o PSB, o PDT, o PcdoB. Também é certo que há mais de um ano, avançam os entendimentos com o PMDB e o PR em torno de um projeto de desenvolvimento humano e sustentável para Mato Grosso. Com um palanque unitário, pró-Dilma. O chamado movimento MT mais anuncia três candidaturas no arco que representa agora. O PCdoB, seguindo a orientação nacional, já está no arco aliado defendido por nós.
Por tudo isso, defendemos o apoio à candidatura do PMDB, com Silval Barbosa, ao governo do estado. Apoio pautado na co-responsabilidade de apresentarmos um projeto de desenvolvimento para Mato Grosso, centrado na sustentabilidade ambiental, justiça social e promoção do desenvolvimento econômico para todos, construído junto aos aliados, e principalmente o povo, principal razão desse projeto.
Vamos, juntos, eleger a companheira Dilma do PT para a presidência da república, com vitória em Mato Grosso; eleger Silval Barbosa do PMDB, governador do Estado; eleger os senadores, Carlos Abicalil do PT e Blairo Maggi do PR.
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