Poesia
Postada na categoria Poesias - em 02-08-2010
Desprezível
um seco na boca
quem dera reencontrar o elo
Dias em vão…
se tateio não sinto
é meu negro sentido
gritando
passos desconexos…
Infinito me abraça!
Não sinto …
Rejane Tach
Desprezível
um seco na boca
quem dera reencontrar o elo
Dias em vão…
se tateio não sinto
é meu negro sentido
gritando
passos desconexos…
Infinito me abraça!
Não sinto …
Rejane Tach
Quero sem palavras dizer alguma coisa
Fôlego escasso
E
Na penumbra do meu cérebro
Sinto sede também
São poucos e longos dias
Inverno de palavras
Meu recinto secreto.
Enquanto isso as ondas do meu coração ladrando
Como cães
Sucumbem
Agora e sempre…
Demais a vida!
Quase geométrica, contada, milimétrica…
Tenho uma aurora da manhã
Um gosto
A volúpia da espera
Meu profeta está morto!
“ Faz jorrar teu coração como água, ao conspeito do Senhor”
E agora?
Rejane Tach
hoje
o céu tem rasgos azuis,
sou ingênua quando olho pra ele
o cheiro de hortelã
espalhado nos meus sentimentos
me desapontam…
Posso me sentir um túmulo branco
uma névoa …
Mas
dentro do meu peito mora a lascívia
quero beijos ardentes
uma química de inéditos
e tua camisa nas minhas mãos…
Que importa o mundo agora?
Se me recordo de todos detalhes do teu corpo…
e
é nele que quero morrer
com meus dedos convulsos sentir mais uma vez…
Rejane Tach

percorria
meu corpo
eloquência…
Como não morrer assim?
Prematura ilusão?
Não !
Meu sonho desfeito…
Canta fascinação, perto das minhas entranhas
E me deixa presa como um inseto
Em você
Numa vertigem absoluta
Mútua…
Canta perto do meu ventre
Verticalmente, homem divino
Nos meus ciclos de querer
Horizontalmente abraçado
Num escândalo imaculado me propaga
A mudez de sentir
O céu sobrevoando meu ar com sua boca na minha…
Contagia meu sexo em aspirais
E me supero…
Espero
Então canta, que eu escuto
Recolhida
Amada
Sua…
POESIA
POR REJANE TACH
Bebo tuas palavras
E minha lágrima muda
Ecoa nos silêncios de mim
Porque guardo os segredos de te amar
Corro alucinada nos dias
Pra te esquecer
Mas nunca…
Com meus santos
Ajoelho-me pra pedir com clemência
E poder te olhar mais uma vez
Como as pipas do céu vou além
Pra te imaginar
pois
Sou espectadora do teu riso
E minha lealdade a ti inabalável
É assim
Eterna…
POESIA
POR REJANE TACH
BEIJO-TE ALMA
SOB MEUS SENTIMENTOS FUNÉREOS
SÃO TANTOS INFORTÚNIOS,
QUE PENA…
FITO TEU SEMBLANTE DECAÍDO
NO SEPULCRO DA MINHA DOR
CHORO À PIEDADE
E
AVANÇO MAIS UM PASSO
PENSO NÃO CONSEGUIR
TALVEZ EU CAIA PRA SEMPRE…
ABRAÇO-TE ALMA
OUÇO MUDA TEU GRITO
POR AINDA UM MOMENTO
DAQUI A POUCO, NADA
O VENTO SOPRA UMA CANÇÃO E…
se você por acaso me confundir
com ruas desertas, mudas
devoro-me aos poucos e grito sentimentos
de repúdio
se você não lembrar que pulso
pra você…
Ameaço meus pulsos à inércia
se os olhos da noite me abandonarem
dando sumiço ao seu corpo
Ira sagrada! Tempo que não passa,
e
minha súplica demorada
já vai cansada.
… espero mais um pouco
tenho saudade, é isso!
Aparece e me toma fatalmente decidido
ainda estou aqui…
AGOSTO
Só consigo chorar
Sob os perfumes de…
São minhas mãos que tremem ainda
Quando digo teu nome
E
Meus segredos são teus
Tão amedrontados
Que silencio pra sempre…
Agosto…
Luar de agosto.
Rejane Tach
Livros, retratos, música…
“O Manifesto Comunista” a minha espera…
Mas agora não!
Ouço a chuva e aguardo um telefonema,
para negar a minha existência ou a sua talvez…
Letras se as não tivesse assim soltas, embaralhadas
tão amontoadas, que gusta respirá-las.
Silêncio arbitrário.
Solidão e o medo da verdade,
das tantas bobagens e da vida
que é só fingimento.
Karina Aparecida Justino
Por Rejane Tach
Dentro de um caixote pobre
Seus sonhos adormeceram
Num vai e vem de sussurros
Alguns lamentam
As flores já murchas
Também dormiram
Lágrimas de cansaço evaporam
Perto da boca
Morreu a ignorância
E um lamento doce por instantes
Se faz visto
A mescla do roxo sob os olhos
Exala o cheiro da saudade
Só dela
O terno também é o mesmo
Do casamento e do funeral…
Arranquei minha vida da parede
Num súbito de despertar
Cansei
E perdi as forças pra continuar
As folhas de outono…
Ignoro os papéis no chão
Porque minhas mãos tremem
As palavras que guardei pra você
Sofrem
Com os vestígios da minha parede
Santuário que escolhi…
Descompasso da alma…
Sinto os dias perdidos
E no meu chão estão meus sonhos
Arrancados do meu peito pra sempre
Sob o olhar apaixonado do sol…
Sangra-me a face
Sinto medo e choro calada
Olhando meus pedaços mortos no chão
E
Aqui estou…
Nessa imensidão de horas!
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